Obesidade - A Obesidade na Sociedade Atual

Obesidade

A Obesidade na Sociedade Atual

 

 

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde da sociedade atual e atinge indivíduos de todas as classes sociais.

Tem origem hereditária e constitui um estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no equilíbrio dos nutrientes, provocado em grande parte pelo excesso alimentar.

O peso excessivo irá causar problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma vasta gama de doenças prejudicais à saúde e bem-estar de qualquer indivíduo.

O aumento da obesidade está relacionado com diversos fatores como o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares, ritmo de vida descomedido, etc.

Com esta simples introdução certamente consegui assustar a maior parte das pessoas e não é para menos… estou falando de um verdadeiro problema de saúde pública, uma epidemia do século XXI que assola toda a humanidade!

 

Tipos e Causas da Obesidade

A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular.

A genética demonstra que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos têm 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.

Por outro lado, as pessoas engordam ou porque se alimentam de forma desequilibrada e consomem mais calorias do que necessitam, ou então porque o corpo metaboliza os alimentos de maneira indevida.

Ocorrem situações de obesos que comem moderadamente mas têm grande capacidade em armazenar energia em forma de gordura. Da mesma forma que há magros que comem muito, mas o seu organismo gasta o que foi consumido com bastante rapidez.

Não podemos esquecer ainda do mau funcionamento de determinadas substâncias no organismo que também alteram o seu equilíbrio natural, causando a obesidade.

Exemplo disso é a chamada deficiência na produção da proteína leptina que pode levar o indivíduo a comer mais do que ele necessita, pois é ela que comunica com o hipotálamo (localizado no sistema nervoso central) que o organismo está satisfeito.

Este, por sua vez, envia uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Existindo uma anomalia nessa comunicação a tendência será comer excessivamente.

Podemos subentender que as razões para a obesidade são diversas e complexas e pode não ser simplesmente um resultado de alimentação excessiva.

Apesar disso, a nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso.

O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a principal causa de obesidade para toda a vida.

 

Riscos e Prevenção da Obesidade

 

Nos tempos atuais em que o corpo sarado constituem o padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-se na grande epidemia do planeta, e por mais incrível que pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.

Estamos na era da globalização de um estilo de vida baseado na inatividade corporal frente aos ecrãs de televisão e do computador, no consumo de alimentos industrializados,  e num altíssimo grau de tensão psicológica.

 

Os fatores de risco são conhecidos, entre eles destacamos:

 

Vida sedentária – mais horas de televisão, jogos eletrônicos ou jogos de computador levam à prevalência da obesidade;

 

 

Zona de residência urbana – quanto mais urbanizada e desenvolvida é a zona de residência maior é a supremacia da obesidade;

Grau de informação dos pais – quanto menor o grau de informação dos pais, maior será o risco de obesidade;

Fatores genéticos – a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam o risco de obesidade o que significa que a obesidade tem uma tendência familiar;

Gravidez e menopausa – contribuem para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.

Num ritmo avassalador, as culinárias tradicionais vão sendo atropelas pelo fast-food e as consequências dessa alimentação engordurada passam a ser visíveis em bilhões de seres humanos.

 

Consequência para a Saúde

 

Sistema cardiovascular (coração, veias e artérias)hipertensão, insuficiência coronariana (angina, enfarte), derrame, varizes, hemorroidas;

Psicológicos – diminuição da auto-estima, depressão;

Sistema respiratório (pulmões) – cansaço, apneia do sono (o acúmulo de gordura na faringe faz com que a pessoa ronque e tenha pausas respiratórias enquanto dorme, o que pode levar ao aumento da pressão e das hipóteses de derrame);

Articulações – acúmulo de ácido úrico (artrite), artrose (principalmente na coluna e joelhos);

Sistema digestivo – pedra na vesícula (cálculo biliar), gordura no fígado (pode levar à cirrose hepática), refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula;

Sistema reprodutivo – infertilidade e distúrbios de menstruação (mulher)/impotência sexual (homem), dificuldades durante o parto, pressão alta durante a gravidez, maior risco de diabetes gestacional, cancro do útero (mulher), cancro da próstata (homem);

Complicações metabólicasdiabetes tipo 2, gota;

 

Assim, ao invés de optar pelas dietas restritivas que apenas irão atacar o seu organismo de forma nociva, deverá sim procurar uma mudança no seu estilo de vida ao nível do comportamento alimentar e sedentarismo.

 

Este é o maior e melhor conselho para a prevenção da obesidade.

 

Tratamentos para a Obesidade

 

 

As formas de tratamento normalmente mais utilizadas são duas:

Um plano alimentar com restrição de calórica, combinado com uma atividade física adequada ou o plano alimentar com restrição calórica e a atividade física, combinadas com terapêutica com medicamentos.

O plano alimentar deve ser hipocalórico, ou seja, fornece menos calorias do que aquelas que precisa para o dia-a-dia.

Só desta forma, a energia que está armazenada na gordura corporal irá ser utilizada. Esse plano deve ser estipulado por um especialista e não deve ser excessivamente restrito… ao contrário do que se possa pensar, deve ser equilibrado do ponto de vista calórico (30% da energia deve vir das gorduras, 55% dos hidratos de carbono e 15% das proteínas) o que implica que os alimentos ricos em hidratos de carbono não possam ser esquecidos e que as quantidades de gorduras devem ser reduzidas.

O plano alimentar deve ser também suficiente noutros nutrientes como as vitaminas, minerais, água e fibras.

As refeições devem ser repartidas ao longo do dia e deve evitar-se deixar o organismo horas sem alimento bem como passar o dia a “petiscar” pequenas quantidades de alimento.

O mais indicado será fazer três refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar) e mais duas ou três pequenas refeições. Se após o jantar o exercício for quase nulo, é desejável que a refeição seja menos extensa do que a do almoço.

 

 

Calcular o Índice de Massa Corporal

 

 

 

Calcular IMC é uma maneira simples e rápida para determinar seu índice de massa corporal (IMC).  

O IMC é a uma medida utilizada para estimar a quantidade total de gordura presente no corpo de acordo com a relação entre altura e peso que se aplica a homens e mulheres adultos, acima de 18 anos de idade. 

Para calcular IMC você  precisa saber a sua altura em metros e o seu peso em quilogramas.

Calcular IMC é importante pois o índice pode ser utilizado como parâmetro para saber se você está acima do peso, obeso, normal (saudável) ou abaixo do peso.

Confira a tabela de IMC utilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar diferentes faixas de peso:

 

  • Entre 18,5 e 24,9 – Normal.
  • Abaixo de 18,5 – Abaixo do peso.
  • Entre 25 e 29,9 – Acima do peso.
  • Entre 29,9 e 34,9 – Obesidade Grau 1.
  • Entre 35 e 39,9 – Obesidade Grau 2.
  • Acime de 40 – Obesidade Grau 3 ou Mórbida.

 

O IMC é calculado dividindo o seu peso corporal em quilogramas pela sua altura em metros ao quadrado.

Você pode calcular IMC usando a calculadora de IMC abaixo, ou usando a fórmula do IMC:

 

IMC = Peso (Kg)
Altura2 (m2)

 

Por favor, lembre-se, no entanto, que esta é apenas uma das muitas maneiras possíveis para avaliar o seu peso. A calculadora de IMC, que é apenas um indicativo e não aborda as circunstâncias individuais, havendo dúvidas, consulte seu médico para avaliar melhor a questão de seu peso pessoalmente.

Como Calcular IMC

Para descobrir se você está no peso ideal, basta digitar as informações nos campos abaixo e clique em Calcular IMC.

 

Calculadora de IMC


Calculadora de IMC

Peso (em Kg)

Altura (em Cm)


IMC

 

 

 

 

A Calculadora de IMC pode ser imprecisa para pessoas com muita massa muscular, mulheres grávidas, crianças, adolescentes e idosos.

Alguns pesquisadores sugerem que a faixa de IMC entre 22 e 26 é saudável para idosos.

Diferenças étnicas e raciais, também, podem influenciar no cálculo. Segundo a OMS, asiáticos podem ser considerados acima do peso com um IMC de 23.

O Índice de Massa Corporal (IMC) é utilizado como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS)  para a determinar doenças consideradas fatores de risco para a saúde.

No entanto, como IMC não é totalmente confiável, constatou-se que a maneira como a gordura corporal se distribui pelo corpo, também, deve ser observada. Pois a circunferência abdominal é um importante indicador de saúde que deve ser considerado e não apenas a relação entre peso e altura.

Pessoas com menos gordura em torno do abdômen, apresentam colesterol, glicemia e pressão arterial em melhores níveis.  

 

 

Circunferência Abdominal

 

 

A medida da circunferência abdominal é feita no nível do umbigo. Para as mulheres que depositam gordura principalmente na parte inferior do corpo (quadris, nádegas e coxas), a medida da cintura isoladamente não deve ser considerada como indicador de risco.

 

Risco Homens Mulheres
Muito Alto Acima de 120 cm Acima de 110 cm
Alto Entre 100 e 119 cm Entre 99 e 109 cm
Baixo Entre 80 e 99 cm Entre 70 e 89 cm
Muito Baixo Abaixo de 80 cm Abaixo de 70 cm

 

O excesso de peso e a obesidade, indicados pelo IMC e a circunferência abdominal, são fatores de risco para  diversas doenças tais como a hipertensão arterial, a síndrome da apneia do sono e o diabetes, além de problemas cardiovasculares e outras doenças consideradas de elevado risco para a Saúde Pública.

 

 

 

 

 

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